16/03/2024

Suspeitas sobre pesquisa eleitoral em Paço do Lumiar levantam preocupações



Uma pesquisa eleitoral realizada em tempo recorde no município de Paço do Lumiar está causando polêmica e gerando suspeitas sobre sua legitimidade e imparcialidade. Conduzido pelo Instituto Econométrica em apenas um dia e entrevistando 433 eleitores, o levantamento realizado em 06 de março, com início e término no mesmo dia, tem sido alvo de críticas devido à sua rapidez e ao suposto direcionamento dos eleitores para apenas dois candidatos, excluindo outros postulantes à prefeitura.

Registrada recentemente junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa, caso não seja impugnada, poderá ser divulgada a partir do dia 19 deste mês. No entanto, questionamentos têm surgido sobre a metodologia e a representatividade do estudo.

Além do curto período de realização, aproximadamente 12 horas, a pesquisa é acusada de manipulação por excluir nomes importantes da disputa eleitoral, como o do sargento e professor Edimilson do PSOL, o empresário Francisco Neto (NOVO) e a advogada Luana Peixoto do DC. Esta exclusão levanta preocupações de que os resultados possam estar sendo manipulados para favorecer determinados candidatos em detrimento de outros, comprometendo assim a integridade do processo eleitoral.

É importante ressaltar que a legislação brasileira, especialmente a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e a Resolução nº 23.600/2019 do TSE, estabelecem regras claras e rigorosas para a realização de pesquisas eleitorais, visando garantir a transparência, imparcialidade e representatividade dos resultados. Entre essas diretrizes está a inclusão de todos os candidatos registrados na pesquisa, assegurando assim a pluralidade de opções ao eleitorado.

Diante das evidências levantadas e das preocupações expressas por diversos setores da sociedade, é essencial que o processo de investigação seja conduzido de forma rigorosa e célere, garantindo a lisura do processo eleitoral e a confiança da população nas pesquisas de opinião pública. A exclusão de candidatos não apenas distorce a realidade da disputa, mas também mina a credibilidade do sistema democrático como um todo.

É fundamental que a sociedade esteja atenta e vigilante para garantir que as regras estabelecidas sejam cumpridas e que os princípios democráticos sejam preservados em todos os aspectos do processo eleitoral. Todos os candidatos merecem ter suas propostas e suas chances de vitória avaliadas de forma justa e equânime, sem qualquer tipo de manipulação ou exclusão indevida.